O Corpo de Bombeiros de Sergipe foi acionado na noite dessa terça-feira (9/8) para resgatar uma cobra jiboia de um metro e meio que transitava sobre os cabos de força elétrica, na rua Estância, Centro Comercial de Aracaju. Há dois dias o animal fugiu do cativeiro de seu proprietário – um médico veterinário que mora no bairro 13 de Julho.
Transeuntes se assustaram com a jiboia no alto dos fios elétricos e imediatamente chamaram o resgate. O trabalho de captura da cobra foi minucioso, mas o animal não representou ameaça para os pedestres. O Corpo de Bombeiros utilizou uma haste com um gancho na extremidade para retirar o animal do alto.
O veterinário esteve na sede do Corpo de Bombeiros, para onde o animal foi conduzido, e apresentou a documentação que comprova a autorização e o registro do animal junto ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em seu nome.
Estudo elaborado por pesquisadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido, aponta que uma em cada 10 espécies de animais e vegetais poderá ser extinta até 2100 devido aos efeitos da mudança climática.
De acordo com os cientistas, foram examinados efeitos recentes do aquecimento global nesses grupos, comparando ainda com as previsões futuras do fenômeno.
Publicado na revista PNAS, o estudo utilizou a lista vermelha de espécies em risco elaborada pela organização ambiental IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, na tradução do inglês), cruzando essas informações com cerca de 200 previsões de efeitos da mudança do clima citadas em estudos elaborados em todo mundo, assim como 130 relatos de alterações que já ocorreram.
Com os dados, foi possível prever, por exemplo, que uma planta endêmica chama cañada, encontrada em Tenerife, nas Ilhas Canárias, tem entre 74% e 83% de probabilidade de desaparecer nos próximos 100 anos, como resultado das secas.
Em Madagascar, uma elevação da temperatura em 2ºC poderá reduzir a quantidade de répteis e anfíbios que vivem nas cadeias de montanhas da ilha. Na Europa, a quantidade de aves encontradas nas florestas boreais sofrerá redução, como a população do Borrelho-ruivo, que tem chance de 97% de desaparecer até 2100.
Ilya Maclean, um dos autores da pesquisa, afirma que as informações servem de alerta para uma ação imediata no combate aos efeitos do aquecimento global.
"Muitas espécies já estão em declínio e podem se tornar extintas se as coisas continuarem como estão. Chegou a hora de pararmos com as incertezas e de encontrarmos desculpas para não agirmos. Nossa pesquisa mostra que os efeitos nocivos das alterações climáticas já estão acontecendo e podem ultrapassar as previsões", disse Maclean.
O nascimento de dois filhotes de onça-pintada, espécie na lista de animais em extinção no Brasil, foi gravado num criadouro no interior de Goiás. O parto aconteceu na madrugada do último dia 18.
De acordo com o Centro Nacional de Predadores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), foi a primeira vez no país que o nascimento dessa espécie é registrado.
A instituição Nex, localizada em Corumbá de Goiás, a 80 km de Brasília (DF) conseguiu gravar o parto da onça Airumã, exemplar que tem cerca de 3 anos, com uma câmera de segurança adaptada com visão noturna. Cristina Gianni, presidente da instituição, afirmou que o segundo filhote foi rejeitado pela mãe e ficou 12 horas após o parto sem receber alimentação.
“Essa onça-pintada veio grávida de Belém (PA). Quando o primeiro filhote nasceu, ela amparou e já colocou para mamar. Já no segundo parto, ela apenas cortou o cordão umbilical e não deu atenção. Nós resgatamos esse filhote, que agora passa por tratamento. Ele precisa de muita atenção para conseguir sobreviver”, disse Cristina.
Um dos filhotes nasceu melânico, uma variação genética que deixa a pele do animal da cor preta. Quando uma onça-pintada nasce com esta pigmentação, ela é denominada onça-negra. “Em breve, os filhotes devem ser enviados para uma nova unidade em São Paulo”, disse. A ONG cuida atualmente de 18 onças-pintadas em fase adulta, além de quatro jaguarundis e quatro jaguatiricas.
Uma jibóia com comprimento de cerca de 2 metros apareceu esta semana no bairro industrial, o fato coincidiu com as fortes chuvas que cairão na capital sergipana.
Confira mais informações no vídeo da matéria da TV Cidade.
Mais um felino de grande porte movimentou a Faculdade Pio Décimo, dessa vez foi um leão (Panthera leo). O leão, de nome Simba e idade de, aproximadamente, 16 anos, pertence ao Zoológico do Parque Municipal da cidade de Aracaju e foi encaminhado às dependências da Faculdade para receber avaliações médicas físicas e laboratoriais. Assim como o Tigre, o Leão chegou ainda consciente, sendo anestesiado somente no local pelo Veterinário Fabrício Rassy, através de dardos com o auxílio de zarabatana.
Com o animal já sedado, deu-se início aos procedimentos na sala de cirurgia tais como a colocação de sondas (tirei tricotomia porque fala mais adiante) e de aparelhagem específica para o acompanhamento dos parâmetros vitais do animal.
Encaminhado para a sala de radiografia, Simba teve seu corpo todo radiografado e, através de uma epidurografia, executada pelo Médico Veterinário Felipe Purcell, uma hérnia de disco na região lombar foi constatada. Após a bateria de raios-X, Simba retornou à sala de cirurgia, onde passou por uma limpeza dental.
O animal apresentou otite em um dos ouvidos e passou por tricotomia e limpeza da região para avaliação e aplicação de medicamentos.
Ao término dos procedimentos, Simba foi levado de volta ao Zoológico sob indicação de cirurgia de hérnia, a qual foi detectada pela epidurografia na sala de radiografia.
Assim como na ocasião da presença do Tigre, membros atuais, ex-membros e Médico Veterinários já formados que passaram pelo GEPAS-SE marcaram presença durante os procedimentos de forma efetiva ou como espectadores.
Informações sobre a espécie
Oleão (Panthera leo) é um dos quatro grandes felinosno gênero Panthera, membro da família Felidae. Com alguns machos excedendo 250 kg em peso, ele é o segundo maior felino vivente depois do Tigre.
Leões selvagens existem atualmente na Áfricae na Ásiacom uma população remanescente em perigo crítico.
Leões vivem por volta de 10-14 anos na natureza, enquanto em cativeiro eles podem viver mais de vinte anos. Tais felinos caracterizam-se porpossuir coloração variável, entre o amarelo-claro e o marrom-escuro, com as partes inferiores do corpomais claras, ponta da caudacom um tufo de pêlosnegros e machocom uma longa juba. Há ainda uma variedade genética de leões brancos, que apresentam dificuldades de sobrevivência por se destacarem nas savanas ou selvas, logo, tendo imensas dificuldades de caça. São exclusivos da reserva de Timbavati, no Parque Nacional Kruger, na África do sul.
O leão é apelidado de o "rei dos animais" por se encontrar - em condições naturais e normais - no topo da cadelia alimentardos animais que habitam em terra seca. São felinos muito sociáveis: um grupo pode possuir até quarenta indivíduos, composto na maioria por fêmeas.